Mudanças… São sempre necessárias!

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Você está sózinha(o) e resolve mudar de casa.

Onde você está já não te faz feliz, ela é pequena, suas coisas não encontram um local próprio, estão entulhadas.

E após pesar os prós e os contras você decide que precisa de um novo lugar para morar. Talvez mais próximo do mar para ter um contato maior com a natureza, talvez em um novo país, talvez nas montanhas…

Aquele comichão começa a tomar conta de você e não existe mais nada além de: Quero mudar!

Você já se mudou alguma vez, seja de casa, de cidade ou de país? Se sim, você sabe o desconforto que isso traz. Eu posso dizer isso com propriedade com tantas mudanças que já fiz (externas e internas!).

Primeiro você tem que procurar o local para se mudar, depois vem a parte burocrática para alugar ou comprar o imóvel.

Enfim, quando você encontra o que você está procurando vem uma sensação de alegria e de estar no caminho certo do seu sonho.

Então você começa os preparativos que levam embora qualquer intenção de felicidade. Precisa contratar uma empresa de mudanças, pessoas para te ajudar a encaixotar suas coisas, enfim, muitos detalhes para que tudo corra bem.

Voce começa a organizar sua mudança e vê quanta coisa tinha guardada. Coisas que inclusive você guardava e nem sabe porque.

Coisas que não usa mais, roupas que não te servem mais, papeis velhos, bolsas, bolsinhas, bolsonas, muitos pares de sapatos alguns que você nunca chegou a usar…

Começa a encaixotar tudo um desejo secreto de jogar tudo fora e ir somente com sua roupa do corpo, ou então um aperto no peito te dizendo para desistir de tudo e ficar quietinha no conforto da casa velha, tão conhecida de suas reclamações…

Após dias exaustivos de arrumação, pensando em todos os detalhes para que nada se quebre na mudança, você se vê andando entre caixas que se empilham pelo caminho no quarto, na sala, na cozinha dificultando toda pretensa ação que você planeje fazer, desde tomar um copo com água até poder repousar um pouco na sua cama, já lotada com suas quinquilharias e você começa a  cair em si de que não dá mais para voltar atrás.

Somado a tudo isso, você se dá conta de que está sózinha e então percebe que aquele desconforto que sentia desde o começo da decisão de mudar é medo.

Medo de se arrepender, medo de dar alguma coisa errada, medo de não ser bem o que você queria, medo de ter que ficar por mais sabe-se lá quanto tempo, num local que não te faça feliz, medo de ser julgada pela escolha e decisão erradas…

Mas agora não tem mais volta, a decisão foi tomada e você terá que lidar com sua escolha e ver que preço você vai pagar.

Após tudo organizado, chega o dia da mudança que ocorre tranquila, apesar de cansativa.

Já na casa nova, mais uma peleja… Organizar tudo em seus novos lugares e montar os móveis que tiveram que ser desmontados. Uma ou outra coisa quebrada e sem conserto…

Aí já se vão mais o resto do dia entre marteladas e você tendo que fazer “um social” com o pessoal da montagem, já que estes estão na sua casa e você não tem como e nem pode ignorar.

Tudo o que você quer é que aquele dia acabe logo, que aquelas pessoas saiam logo da sua casa e você possa finalmente ficar sózinha…

No final do dia você está lá, com sua vida para desencaixotar e um secreto arrependimento de ter feito essa escolha, afinal a velha casa era tão conhecida, era como se fosse parte de você…

Mas no outro dia, ainda andando por entre caixas e sabendo o que lhe espera, você olha pela janela e vê o mar… consegue parar por um instante para ouvir o canto dos pássaros, e logo seu arrependimento vai embora…

Então você toma um fôlego e começa sua nova vida pagando qualquer preço que precise pagar…

O fato é que essas mudanças não ocorrem só externamente quando mudamos de casa, mas ocorrem todas as vezes que devemos ou precisamos levar nossa vida a um novo nível, a um novo patamar para sermos felizes e atingirmos nossos objetivos.

E essa mudança interna também gera um grande desconforto, aquele medinho secreto de estarmos ou não no caminho certo. Vem aquela senssação de que é melhor ficar como está, pois vai dar muito trabalho e muitas vezes pensamos em desistir.

Precisamos também fazer uma faxina interna e livrarmos de alguns entulhos que trazemos acumulados dentro de nós como velhos sentimentos e mágoas, velhas crenças, velhos comportamentos que não nos servem mais.

Talvez tambem possamos nos sentir sózinhos, frágeis e com a incerteza de ter feito a escolha certa na nova direção que decidimos tomar, mas no final do dia, podemos ouvir o canto dos pássaros internos alegrando nossos corações com a satisfação e a sensação do poder interno que se fortalece na medida em que nos tormamos mais e mais os protagonistas de nossa história e podemos ver da janela de nossa alma, o mar e sua linha do horizonte, mostrando um futuro mais realizador e pleno e aquele lindo, lindo por do sol que nos inspira e nos dá a certeza de estarmos no caminho certo!

Mudanças positivas são sempre necessárias e serão sempre bem-vindas!

Não permita que o medo ou o comodismo te impeçam de viver seus sonhos. Você é responsável por pela sua felicidade e ninguém mais pode lhe dizer o que você deve ou não fazer.

Tire das mãos de quem quer que seja suas decisões e viva intensamente suas mudanças, correndo todos os riscos que lhe são inerentes.

No final você verá que sua conquista foi muito maior e melhor do que seu medo e seu comodismo!por do solGrande abraço e conte comigo!

Maria Lúcia Carvalho – Coach

Quer ser feliz? Agradeça!!

obrigadoNo último post, vimos que a felicidade é um fator determinante para alcançarmos o sucesso. E vimos que ser feliz depende do foco que se dá, sendo este na existência impagável ou nos momentos comprados…
Hoje veremos, que estudos comprovam, que a gratidão é fator fundamental para alcançarmos a felicidade.
Segundo alguns filósofos da antiguidade e pesquisadores da atualidade, a gratidão tem papel fundamental na conquista da felicidade plena.
Segundo Robert A. Emmons, PhD da University of Califórnia Davis, diz que em sua pesquisa pessoas que comunicam a gratidão possuem emoções mais positivas, como o amor, a alegria, entusiasmo, felicidade e otimismo. E que a prática da gratidão protege a pessoa de pensamentos negativos como inveja, ressentimento, ganância e depressão. Segundo sua pesquisa, o indivíduo grato é capaz de lidar com mais eficácia com o stress diário, sendo mais resiliente aos traumas, recuperando-se dessa forma, mais rapidamente até mesmo de doenças físicas!! Sim, isso mesmo, pessoas gratas tem mais saúde!!
E mais! Pessoas gratas são capazes de se relacionar duas a quatro vezes melhor com o próximo!
Mas afinal, o que é ser grato?
Segundo o dicionário, gratidão é uma emoção que se manifesta com sentimento de dívida, pelo reconhecimento de um benefício prestado por alguém a ela.
Ser grato portanto é perceber no dia a dia, todos os benefícios que a vida nos dá a cada segundo.
Mas como ser grato quando o outro não nos faz favores e ao contrário, chega a nos prejudicar? Ser grato neste caso, dependerá mais uma vez do foco que se dá ao ocorrido. Sempre haverá algo a se agradecer, mesmo quando a situação aparentemente seja prejudicial. Se uma coisa ruim aconteceu, muitas outras boas também. Afinal, o dia tem 24 horas!
Pessoas comuns não fazem isso. Somente pessoas gratas conseguem faze-lo!
Você poderá dizer: – Eu não consigo ver coisas boas e ser grata quando alguém me prejudica! Sim, eu entendo e realmente não estou com este texto querendo transformar o mundo em sentimentos alienados. A dor é inerente ao ser humano.
Talvez você esteja pensando agora: Eu sou uma pessoa grata (o)!
Mas quantas vezes por dia, você expressa em palavras sua gratidão?
Será que você é aquela pessoa que diz, eu não sou de falar, mas dentro de mim eu sinto…
Pessoas que se comportam dessa forma, são pessoas não gratas. São aquelas pessoas que talvez sintam em algum momento a gratidão, mas não devolvem em palavras às pessoas. Só que a palavra é causadora de realidade! Na medida em que você verbaliza sua gratidão, existe um conscientização que o levará a atitudes de retribuição cada vez maiores ao mundo, transformando assim a sua realidade, levando sua vida a patamares cada vez mais elevados atraindo situações cada vez mais benéficas a você!
Ou ainda, você pode ser aquela pessoa que diz: Eu não pedi nada, deu porque quis!
Pessoas assim, são pessoas ingratas! Não conseguem reconhecer que a vida lhes dá diariamente todos os recursos para serem felizes. Essas pessoas geralmente são carregadas de ressentimento, colocando a culpa de sua infelicidade e mazelas sempre nos outros e nunca se responsabilizam pelas suas atitudes. São pessoas que vivem doentes, vitimizadas, frustradas e… infelizes!!!
Mas a boa noticia é que a gratidão se aprende. É questão de treiná-la! E você pode começar hoje mesmo, com pequenos muito obrigados…
Obrigada meu filho, por permitir ser sua mãe (ou pai)
Obrigada meu pai, por ter cuidado do meu sustento enquanto eu era criança.
Obrigada minha mãe, pelo cuidado desde o seu ventre, me gerando e proporcionando a vida.
Obrigada Deus, por eu ter acordado nessa manhã. É mais um dia!
Obrigada pelo meu trabalho, que mesmo não sendo aquilo que quero é dali que tiro meu sustento.
Obrigada amigos que me ajudam quando eu preciso.
Obrigada…
Obrigada…
Obrigada…
Garanto que se começar, encontrará motivos de sobra pra agradecer… Você verá que a vida já lhe dá todo necessário para ser feliz!
Pessoas gratas estão sempre sorrindo e até cantam sozinhas, pessoas gratas amam mais e são mais amadas, pessoas gratas são otimistas, tem fé, esperança, são dóceis e compreensivas.
Pessoas gratas, são pessoas normais, que sentem dor, mágoa e raiva, mas não ficam estacionadas nesses sentimentos negativos, preferindo retornar rapidamente ao estágio mais feliz e saúdável!
Na nossa vida sempre existirá o lado bom e não tão bom, mas a força que qualquer destes lados terão em nossas vidas, dependerá somente de nós mesmos e de nossas escolhas!
Então eu te convido a partir de agora, a perceber quanta coisa você tem a agradecer todos os dias e te convido a expressar essa gratidão em palavras, a todos os envolvidos e tenho certeza que após algum treino, você verá que sua vida começará a mudar para uma esfera nunca antes imaginada!
Conte comigo!
Texto: Maria Lùcia Carvalho – Wellness Coach

 

É possível ser feliz e alcançar seus sonhos!

Sim, é possivel ser feliz! E a felicidade leva ao sucesso!!

bolha de sabao

Se perguntarmos à várias pessoas sobre o que as fariam felizes, talvez dissessem: Ser bem sucedida! E se perguntassemos ainda o que isso significa, muitas pessoas responderiam: Se eu tivesse muito dinheiro, se eu fosse promovido, se eu ganhasse na loteria, se fosse famoso ou popular, se eu conseguisse comprar a casa dos meus sonhos ou então, se eu fizesse uma viagem para o exterior, etc.

E geralmente, tudo que a maioria das pessoas relacionam com o sucesso, são situações que dependem de fatores externos para se concretizarem.

Mas será que o sucesso traz a felicidade? Ou será que a felicidade traz o sucesso?

Se assim fosse, todas as pessoas endinheiradas seriam felizes, todos as pessoas casadas seriam felizes, todas as pessoas populares e famosas seriam felizes…

Um psicólogo e professor de Harvard Shawn Achor entendeu através de estudos, que as pessoas felizes são pessoas de sucesso e não o contrário.

Mas como se conquista então a felicidade? Ser feliz é uma escolha diária.

Onde você coloca seu foco? Na sua existência ou nos momentos?

Você poderá dizer: A vida é feita de momentos!

Sim claro, e esses momentos são importantes para nossa alegria e são necessários para nossa existência.

Mas afinal, o que são os momentos? O que é a existência de uma pessoa?

Momentos, é tudo aquilo que vivemos que nos dá prazer imediato e geralmente é comprado pelo dinheiro. Uma viagem, um carro novo, uma moto, um jetski, um salto de paraquedas, um passeio de bugue nas dunas.

Só que além de ser um prazer imediato, esses momentos liberam a adrenalina em nosso corpo, que é um hormonio usado pelo nosso corpo também em situações de stress grande ou de risco. E passado o momento de alegria imediata, o corpo volta ao seu estado normal e ocorre uma especie de ressaca do corpo, em relação à substância, levando a uma frustração e a desejar mais momentos para dar novamente a sensação de alegria…

Por isso quando a pessoa coloca seu foco somente em momentos, sempre sentirá necessidades de mais e maiores momentos.

Já a existência, é impagável. A existência é tudo que nos conecta.

O sorriso de um filho, o abraço de uma mãe, a brincadeira de um animal de estimação, a paixão de um namorado, o amor do homem ou da mulher amada, sentar no colo do pai ou da mãe, colher e cheirar uma flor, sorrir para o zelador, ajudar a vizinha com as compras, dançar até se cansar, correr, cantar, brincar, jogar bola e infinitas outras…

Ações da existência liberam em nosso corpo a ocitocina, um hormônio liberado pelo hipotálamo, que dentre muitas funções, foi chamado pelos acadêmicos de hormônio do amor. E nas atividades físicas, são liberados neurotransmissores, através dos nossos neurônios, que nos trazem a sensaçao de bem estar e felicidade!! Sim! Isso mesmo! É a Serotonina e Dopamina!

Então veja, sinta, ouça! Para sentir-se feliz é preciso muito pouco…

Quando nascemos, já trazemos conosco todo o necessario para isso. É preciso apenas mudar o foco…

Se eu te perguntasse, quais são as “coisas” mais importantes da sua vida?

Tenho certeza que não me responderia: Meu carro, minha casa, minha viagem… Mas diria: Minha saúde, meu esposo, meu filho, meus pais, Deus, meu cachorro, minha visão, minha liberdade…

Então eu pergunto: É ou não é possível ser feliz?

Fazendo um alinhamento no foco, terá muito mais facilidade para ser feliz, e aí então, conquistar mais facilmente seus objetivos!!

Grande abraço e conte comigo!!

Texto: Maria Lúcia Carvalho – Coach and Mentoring

Hoje é Segunda-feira! É viva!! Ou é… Que saco!

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Bom dia minhas amigas e meus amigos faz tempo que não escrevo aqui no blog não é?? Peço desculpas e prometo me empenhar mais aqui também!!

Mais uma semana começa e com ela, novos desafios a transpor em busca de nossos objetivos para concretizar a felicidade!!

Muitas pessoas tem a segunda feira como algo enfadonho e desesperador, pois para ela é o início de um martírio que terá que enfrentar, num trabalho que não a realiza e nem a valoriza.

Muitas pessoas vivem suas vidas, seus dias, seus meses, seus anos, empurrando com a barriga, apenas executando suas atividades para pagar suas contas e esperar, se der, pelas férias, contando os dias nos dedos…

Isso acontece, porque a maioria das pessoas não vivem sua real missão de vida.

A missão de vida, é aquela atividade que nos impulsiona, que nos faz vibrar. É algo que nos dá tanto prazer, que fazemos até de graça!!!

Sim! Isso mesmo!

É isso que precisamos fazer para ser feliz! Desenvolver uma atividade que nos dê tanto prazer, que para nós não será “trabalho” mas sim, um eterno lazer!!

Não que isso não vá dispender nossa energia. Mas ir para praia todo dia também cansa, não é verdade? E nem por isso, deixamos de amar!! (Para quem gosta de praia, claro!!)

Então, fica minha pergunta para você refletir o dia de hoje:
– O sonho que vivo, é meu ou estou vivendo o sonho de uma outra pessoa?

Desejo a todos, uma linda semana, cheia de realizações!!

Convido a assinarem meu canal do youtube, onde sempre posto alguma dica para vida!!  Youtube – Canal

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Grande abraço! E até a próxima!!

Libertando-se dos sabotadores. Cap. 25

Uso meu japamala para recitar mantras criados por mim, para reprogramar minhas crenças.

Nosso cérebro é programado para repetir o aprendizado obtido e dessa forma poupar nossa energia vital, e isso é ótimo! O problema é que, muitos de nossos aprendizados foram baseados em sofrimento e dor, ocorrendo que, nessa repetição de padrões pelo cérebro, acabamos repetindo os mesmos erros e sofrendo mais vezes pelos mesmos comportamentos que nos dá resultados insatisfatórios, gerando novamente mais dor.

Por isso mudar um comportamento padrão é tão difícil, pois, por mais que não queiramos mais viver aquela experiência, nosso corpo executa exatamente como foi programado. Aí então é que ocorrem o que chamamos de “recaídas”, seja em uma dieta alimentar, uma atividade física, relacionamentos destrutíveis, compulsões de qualquer origem, enfim, chegamos a uma hora em que acabamos por desistir, pois a força de padrões aprendidos é muito forte e exige muito foco e atenção de nossa parte, não podendo em nenhum minuto sequer, deixar nossa vida no piloto automático. E é claro que isso gera muito desconforto, pois, como nosso cérebro quer poupar energia, reaprender dispende muito mais energia, o que nos desgasta. Mas a boa notícia é que após um tempo praticando esse novo comportamento ele passa a se tornar um novo hábito, e poderá finalmente ser colocado novamente no piloto automático e ficar então confortável. Como quando tiramos a carta de motorista pela primeira vez. Pelo menos no meu caso, me recordo que eu saia do carro com a calça toda molhada de suor de tão nervosa que ficava, atentando para todos os movimentos necessários para aprender a dirigir, e hoje faço isso com total autonomia.

Então hoje venho falar dessas recaídas e de como podemos nos livrar desses sabotadores internos que boicotam nossos objetivos de uma vida mais saudável, mais plena e realizada, dentro de nossas escolhas individuais.

Bom, como disse, tenho várias técnicas de terapias holísticas e integrativas que aprendi no decorrer de minha vida profissional, pois sempre acreditei que tudo está em nossa mente. Só que eu mesma, nunca paguei o preço de passar pelo desconforto da mudança de padrões, então, nunca atestei a eficácia das técnicas comigo mesma. Mas agora é diferente, pois eu também planejei estratégias de mudanças e por fim, precisei usar essas técnicas comigo, pois os sabotadores aparecem quando menos esperamos e com força total.

Eu também falei que voltei a olhar para minha vida espiritual e isso inclui meditações, orações e mantras, então, além dos tradicionais que já fazia, criei meus próprios mantras, com pequenas frases significativas, as quais eu repetia (repito) durante o dia e num horário específico, pegava (pego) meu japamala ( japa = sussurar, mala = contas)  que é uma espécie de rosário de 108 contas,e recitava novamente nele, esses mantras. Existem diversas teorias sobre o número 108, mas uma das mais populares é que se trata de um número consagrado por razões matemáticas, físicas e metafísicas.

Você pode criar seus próprios mantras baseado em seus objetivos de mudanças, mas vou te passar alguns exemplos dos quais eu uso no meu dia-a-dia.

  • Sou feliz, sou próspera, sou saudável
  • Tudo que preciso saber me é revelado
  • Sou um imã que atraí a prosperidade
  • A cada dia que passa, minha saúde e minha aparência estão cada vez melhor

E assim por diante…

Esse é uma das técnicas que uso para acelerar meu novo aprendizado.

Se você não tem um japamala e nem um rosário, pode improvisar com alguns feijões ou mesmo, repetir aleatoriamente sem contar quantas vezes está repetindo. O importante é que você faça todos os dias, pois pela repetição das palavras seu cérebro começa a acreditar que assim é, e as crenças antigas vão sendo substituidas gradativamente pelas novas crenças, gerando novos sentimentos e pensamentos. Isso vai se solidificando e quando ocorre um mecanismo de sabotagem seus pensamentos já estão mais firmes e é mais fácil para você “questioná-lo”, podendo então optar se quer voltar para a dor ou se prossegue com o seu objetivo.

Se não tem tempo para recitar suas frases de reprogramação, uma alternativa é escrevê-las em uma folha de sulfite e deixar fixada no espelho do banheiro por exemplo, onde toda manhã você possa visualizá-la, mas claro que as repetições tem mais força e agem mais rápido.

Bom, espero ter dado uma dica que te ajude, pois para mim está dando resultados satisfatórios no meu processo de mudança e que fiz disso um hábito para fortalecer minha auto-estima!

Deixo abaixo meu vídeo sobre o proposto e o vídeo do Masaru Emoto, que fez a experiência da molécula da água.

Grande abraço!!

Tudo ou nada! Cap. 24

Passeio no teleférico de Nova Trento – SC

Decidida que iria fazer uma imersão em mim mesma para encontrar o verdadeiro significado de minha vida, tive que priorizar algumas coisas e a primeira delas foi ficar bem atenta aos meus impulsos, que em situações de mudanças internas ou de situações que exigiam paciência e tempo, agiam como um vendaval, devastando qualquer possibilidade de ação efetiva. Portanto decidi uma única vez e isso significava não ter mais plano B, significava fazer tudo diferente do que eu havia feito em minha vida até então.

A segunda prioridade foi colocar um prazo. Desta vez, eu não mudaria de cidade e não assumiria nenhum outro trabalho enquanto eu não conseguisse a mudança real de 180º que queria dentro e fora de mim, isso implicava desde a forma de pensar, de sentir, de acreditar, para me tornar uma nova mulher. A mulher que eu queria realmente ser e que sempre existiu dentro de mim, que eu não sabia qual era, mas que estava disposta a pagar o preço para descobri-la.

Após colocar este prazo, eu precisava definir quais ações eu precisaria tomar além de controlar meus impulsos e não assumir nenhum outro trabalho. Então, primeiramente, decidi utilizar as técnicas terapêuticas que aprendi no decorrer de inúmeros cursos que fiz, que ajudavam tantas pessoas, então tinham que ajudar a mim também.

Precisava iniciar a academia, já que meu colesterol tinha subido com o stress e foi indicação do médico também e junto a isso, vieram as atitudes em relação aos meus cuidados pessoais, como cuidar da minha casa, do meu corpo e da minha aparência, que já ha muito tempo, não sabia o que era fazer uma unha ou comprar uma roupa nova e claro, incluía-se neste quesito, a dieta alimentar, pois nos últimos anos a minha alienação me fez engordar mais de dez quilos.

Nas prioridades, estavam também olhar novamente para meu lado espiritual, minhas reflexões, minhas meditações e orações, que abandonei com o cansaço e desanimo. E junto com isso, a  parte intelectual, a qual estava em débito, pois já não me dedicava aos meus estudos da pós graduação.

Estabelecidas as metas, definidas as prioridades, comecei a colocar em prática. É claro que as coisas não acontecem de uma hora para outra, e por mais que eu tivesse decidida, as “forças ocultas” embutidas no sistema límbico do meu cérebro, apareciam na melhor das intenções e para me proteger, tentavam sabotar minhas novas ações, através de emoções negativas e incapacitantes, aprendidas no decorrer da minha vida.

Mas como eu estava decidida, e tinha 100% da minha atenção aos meus sentimentos e comportamentos, comecei a identificar essas sensações e não permitir que elas dominassem a situação. As novas sinapses só começariam a se formar depois de um tempo, então comecei a usar a técnica “dos 21 dias” que pode ser, 28 ou 40. Mas escolhi 21 dias, que consiste em fazer a mesma atitude positiva ( ir para academia por exemplo), por estes 21 dias consecutivos, até se formar um novo hábito em mim. E quando eu falhava, voltava no dia 01.

Claro que tudo isso eu fazia (faço) com muita amorosidade e carinho, pois afinal, se eu fosse uma paciente minha, jamais seria dura demais com ela. Então, a cada pequeno deslize, eu me compreendia e ao contrário da voz de culpa que sempre aparecia nos meus erros, eu me acalmava e dizia: 21 dias, ou o tempo total da mudança que eu havia determinado. E quando eu estava (estou) indo bem, eu me compensava com algum agrado. Uma roupa nova, ou uma ida ao salão de cabeleireira.  Pode parecer pouco para quem é acostumada a ir sempre ao salão, mas para uma pessoa que havia se abandonado por completo, era um carinho impar.

Assim as coisas começaram a fluir. Meus sentimentos começaram a mudar e dentro de mim, o sentimento de gratidão e de esperança de um novo amanhecer, começou novamente a surgir.

Somos mesmo 100% responsáveis por tudo que nos acontece…

O que fazer com essa tal liberdade? CAp. 23

Brusque
Decidi que a mudança tinha que ser primeiro dentro de mim… (Foto de Brusque – Fenarreco )

Passado o período de intensos sentimentos de raiva e após ter decidido por esquecer tudo e iniciar uma nova jornada, eu me vi num outro impasse: o de saber o que fazer agora?

Isso me obrigou a olhar realmente para dentro de mim para decidir o que fazer a partir de então. Procurar outra farmácia para trabalhar? Mudar de profissão? Ser fotógrafa? Dar aulas? Por o pé na estrada de novo? Mudar de cidade? De país?

Não, decididamente eu não iria fazer mais isso. Viajar é maravilhoso e eu realmente sinto essa necessidade, mas no meu caso, eu usava uma característica da minha personalidade para estar sempre fugindo de mim mesma. E trabalhar é necessário, mas eu também não queria mais me submeter a um sistema que me faz mal, quanto pessoa e quanto profissional. Era duro admitir isso, mas eu cheguei num verdadeiro fim de linha e, ou eu olhava verdadeiramente para dentro de mim, ou a minha vida continuaria no circuito fechado de motocross que sempre foi, oras em cima feliz, oras em baixo infeliz e é ÓBVIO, colhendo os resultados que sempre colhi: Insatisfação, vazio interior, pessoas que me desvalorizavam, etc, etc.

Passei por uma semana de verdadeiros questionamentos,  lutando entre a baixa auto-estima que eu tinha me jogado e a verdadeira essência do meu ser.

Quem era eu? Do que eu realmente gostava? Quais eram os MEUS valores? Quais eram REALMENTE os MEUS sonhos? O que EU queria fazer a partir de agora? Até quando fugiria das minhas limitações? Até quando procrastinaria minha vida?

Eu sou uma profissional da área da saúde, com uma enorme bagagem de conhecimentos e ferramentas para ajudar as pessoas, acredito realmente na cura pelo próprio corpo, que o poder está na mente, que o ponto de partida está sempre no presente e que cada um é responsável 100% pela sua vida, só que eu mesma passei a vida toda jogando isso pelo ralo da minha inutilidade…  Era duro “ouvir” isso de mim mesma, mas era uma conversa interna decisiva que determinaria minha vida daqui para frente.

Então, resolvi usar realmente uma parábola que eu sempre falava para os outros, mas nunca usei para mim mesma: A parábola da vaquinha no precipício, que segue abaixo:

Um mestre passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer-lhe uma breve visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também, com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores – um casal e três filhos – vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então, aproximou-se do senhor e perguntou-lhe:

– Neste lugar, não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como a sua família sobrevive aqui?

O senhor respondeu:

– Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite. Uma parte do produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por comida e a outra produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo. O sábio agradeceu, se despediu e foi embora.

No meio do caminho, voltou ao seu discípulo e ordenou-lhe:

– Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e jogue-a.

O jovem arregalou os olhos e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família; mas, como percebeu o silêncio do seu mestre, cumpriu a ordem: empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Anos depois, ele resolveu largar tudo e voltar àquele lugar, pedir perdão e ajudar a família. Quando se aproximou, do local avistou um sítio bonito, com árvores floridas, carro na garagem e crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a família tivera de vender o sítio para sobreviver. Chegando lá, foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre as pessoas que ali moravam.

Ele respondeu:

– Continuam aqui.

Espantado, entrou correndo casa adentro e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):

– Como o senhor melhorou o lugar e agora está bem?

O senhor, entusiasmado, respondeu: – Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos de fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e, assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

E num momento de insana consciência, joguei minha vaca precipício abaixo. Resolvendo numa ÚNICA DECISÃO mudar a minha história, SENDO e FAZENDO a diferença, que eu queria no mundo!

Até o próximo post!!

Queimando a ponte que acabei de atravessar! Cap. 22

Quando vi, já tinha uma pequena farmácia em casa…

Quando pedi a demissão, foi como se eu tirasse uma tonelada das minhas costas e no outro dia o que sentia era apenas uma alegria incontida, que me fazia rir e brincar, dançar e cantar, até mesmo lá na farmácia!!

Assim, foram passando os dias, e na verdade, apesar do bem estar de ter finalmente colocado um ponto final no meu sofrimento, eu também tinha um pinguinho de tristeza, pois deixaria o convívio de algumas pessoas que eu queria bem somado ao sentimento de culpa (afinal, quantas pessoas gostariam de estar no meu lugar…).

Passados quinze dias do pedido de demissão eu cheguei para trabalhar como de costume, e ao sair do carro senti uma vertigem. Não daquelas de ver tudo rodando, mas era uma tontura que puxava meu corpo para o lado esquerdo, dando impressão de que eu ia cair. Me preocupei, pois umas duas semanas atrás eu já estava sentindo uma dor na região do peito, uma dor contínua, nada forte, mas quando se juntou a esse outro sintoma, me preocupou.

Entrei para a farmácia e comentei com a farmacêutica RT que estava com a tontura e ela “brincando” me disse que era problema de “data de nascimento”. Eu que realmente não estava bem naquele momento me senti descartável, pois esperava no mínimo, consideração imediata da parte dela ou pelo menos diplomacia.

Era uma quinta feira e eu trabalharia sozinha novamente até o final de semana, já que a atendente do meu horário tiraria esses dias de folga, em função de um compromisso que tinha, então, mesmo me sentindo mal trabalhei na farmácia até o sábado de manhã, quando amanheci com muitas vertigens e resolvi pela primeira vez em nove meses, usar o plano de saúde da empresa, indo direto ao hospital.

Chegando lá, a médica fez vários exames, inclusive eletrocardiograma para descartar a hipótese de infarto, constatando que era de stress, me liberando com atestado dois dias, ou seja, o final de semana, obrigando com isso, a farmácia fechar no meu horário e no domingo, pois não tinha ninguém para trabalhar.

O fato é que passado esses dias o mal estar aumentou, e a minha raiva em relação ao descaso da RT também, o que me fez pensar em mim e não pensar mais na empresa, afinal, se o que eu estava vivendo não importava a ela, o que ela ia viver lá sem mim, não me importava também.

Marquei um cardiologista a pedido da médica do hospital, o qual NADA constatou clinicamente, e me encaminhou a um psiquiatra com “suspeita de stress”, que me encaminhou a uma psicóloga, com diagnóstico de “stress pós traumático” que me encaminhou a um otorrino para descartar a possibilidade de labirinte…

E nessa maratona de médicos e exames, quando vi estava com atestado de afastamento do trabalho para quinze dias, algumas caixas de medicamentos de amostra grátis, outras para comprar e mais os muitos que eu já havia comprado por conta nos meses que estava lá, que sempre tinha dores de estomago, vitaminas, etc.

Eu que detesto medicamento, que acredito nos recursos de cura do próprio organismo, que acredito que a doença se instala em nosso corpo, devido ao nosso desequilíbrio energético, emocional, etc, agora estava ali, de médico em médico, de remédio em remédio.

É claro que todos eles agiam na melhor das suas intenções, que era de ajudar, pois eles acreditam nisso, e sim, fui muito, mas muito bem tratada por todos, a ponto de “quase” GOSTAR de estar doente..

E fora que todos eles sem exceção me instigavam a processar a empresa junto com as advogadas do sindicato que estavam só aguardando os papéis para dar início ao processo,  eu que já estava com raiva da empresa, fui vestindo a camisa.

Terminados os dias de afastamento, o psiquiatra me deu um afastamento para entrar no INSS, requerendo o “auxilio doença” e foi quando na fila para dar entrada na perícia, eu caí em mim. O que eu estou fazendo aqui? Olhei para as todas aquelas pessoas, doentes não só fisicamente mas doentes nas suas almas, pelas suas tristezas e insatisfações, e EU ESTAVA ALI, vestindo também uma doença que a minha tristeza e insatisfação tinha criado.

Eu voltei para casa e precisava tomar uma decisão. Continuar com aquele caminho de vitimização, entrar com o pedido da perícia, dar entrada no processo contra a empresa por ter adoecido lá OU  ir para o lado oposto, perdoar (principalmente a mim), re-significar aquilo tudo, e dar uma guinada de cento e oitenta graus na minha vida.

Queimando a ponte que escolhi atravessar.

Graças a Deus, para minha felicidade, escolhi o segundo caminho e assim, atravessei esta ponte, queimando-a no final da minha travessia…

Sobre meus posts…

Um dia chuvoso é só um dia chuvoso, você pode escolher ficar triste com ele, ou aproveitá-lo para fazer muitas coisas, como um bolo no final de tarde para comer com um café, mas você só não pode negar, que é um dia chuvoso…

A raiva é um sentimento ruim e ninguém gosta de lidar com ela, mas o fato é que ela existe em nossas vidas, e queiramos ou não, temos que aprender a lidar com isso e  nossas escolhas nos levam aos nossos resultados sem dúvida, mas nossos resultados também devem ser nossos professores, que nos ensinam a fazer melhores escolhas no futuro.

Tudo que vivi bom e ruim, me serviram para trilhar novos caminhos, e o que escrevo em meus posts não é de forma nenhuma, uma reclamação sobre minha infelicidade ou vitimização quanto ser humano, muito pelo contrário. Sou uma pessoa privilegiada, pois tenho infinitas possibilidades de escolhas.

Sou uma pessoa normal, como todas as outras, com sentimentos bons e ruins, só que coloco minha “cara a tapa” e escrevo o que sinto, sem anonimato. Meus blogs contém meu nome real e falo das MINHAS experiências, deixando livre para quem quiser ou não ler.

O que escrevo é para tentar ajudar pessoas e não prejudicar, tanto que não coloco o nome de nenhuma empresa que trabalhei, pois não é minha intenção denegrir a imagem de ninguém, mas ensinar meus leitores a melhorarem suas escolhas para serem felizes, com um novo caminho mais vibrante e com real sentido para suas existências quanto seres humanos.

Ao contrário do que possa parecer, me sinto grata a cada uma das empresas que trabalhei, pois aprendi com todas, mas também não vou postar contos de Pollyanna com seu jogo do contente, para dizer que minha vida é cor de rosa, sem problemas comuns de seres humanos, que são os limões que a vida nos dá e que deles escolhemos chupá-los puro, fazer uma refrescante limonada ou uma bela caipirinha!!

Namastê!

Quem vê cara, não vê coração… Cap. 21.

Sempre almoçávamos juntas num dos restaurantes da rede…

Quando eu aceitei o trabalho nessa rede de hipermercados fiquei orgulhosa, pois a tinha como uma das mais conceituadas empresas do ramo. Claro que este conceito se baseava na minha visão como cliente de um único hipermercado e que na verdade só ia lá quando combinávamos de almoçar eu, minha irmã e minha mãe no restaurante deste mercado na cidade delas, o qual é muito bonito, grande, bem organizado enfim, para consumidores de classes A e B.

Então, quando nós vivemos uma experiência, em nossos cérebros ficam registradas impressões as quais, todas as vezes em que vivemos novamente algo relacionado àqueles fatos, essas impressões tendem a se sobressaírem, ligando o novo fato ao fato antigo devido as sinapses que nosso cérebro faz, ou seja, para mim toda a rede era igual em qualquer lugar do país e a farmácia que eu iria trabalhar era também classe A…

O que ocorreu é que eu não queria enxergar que aqui nesta cidade, as coisas não eram bem assim e ignorei os sinais  vermelhos (também chamados intuição) que recebi desde o início do trabalho, quando fui avisada de última hora que iria começar a trabalhar no dia seguinte, tendo que me desbancar de uma cidade para outra “desarvorada” pois fiquei aguardando quinze dias o contato do RH  para assinar o contrato e ninguém sequer se manifestou, fazendo somente na última hora. Tudo bem que quando vamos trabalhar temos que ficar de sobreaviso, mas o respeito ao profissional tem que ser equivalente ao respeito do mesmo pela empresa.  E olha que um dos lemas de lá é: Respeito ao indivíduo, coisa que não tive o prazer experimentar na minha vivência profissional, não só comigo, mas com  todo o seu staff, que trabalhava descontente, mal humorado, sem treinamentos e consequentemente sem trato para com o cliente que por consequência, estava sempre insatisfeito.

Protecionismo, sobrecarga de trabalho, desvio de função, sujeira, desorganização, atraso de pagamentos e dias trabalhados, que além de todas as nossas atribuições, tínhamos que ficar correndo atrás de nossos direitos; líderes (chefes) sem capacitação e despreparados, disse-me-disse de funcionários, até alimentos com corós (larvas) eu vivenciei ali ( a atendente do meu horário chegou a comer um tadinha, eu graças a Deus vi antes, eca!). O alimento que nos proporcionavam no refeitório no mínimo me dava diarreia, sendo que tive que parar de me alimentar lá e passar a comer lanches todos os dias…

O trabalho do farmacêutico em drogaria já é um trabalho estressante. Convivemos com pessoas doentes e fragilizadas que chegam até nós buscando além do seu medicamento, uma atenção e um carinho devido a sua condição de saúde, então acabamos por exercer vários papéis profissionais, tendo as vezes que passarmos por médicos, psicólogos, amigos, pais, confidentes, fazer a nossa própria função que é a orientação do uso adequado de medicamentos e mais a parte interna e burocrática, que vai desde dar entrada no sistema das notas fiscais de medicamentos, verificar e planilhar as datas de validades, pensar em estratégias de atrair clientes, cuidar com medicamentos controlados (que para quem não sabe, podemos ser presos caso haja alguma irregularidade no armário) e mais a pressão que nos é imposta para aumentarmos as vendas.

Os dias foram se passando e meu cansaço aumentando devido a todo trabalho imposto, e ali ninguém tinha uma função específica, ou seja, todos faziam tudo ( e tudo ao mesmo tempo), imagina eu que sou toda metódica, detesto que mexam nas minhas coisas ter que conviver todos os dias com notas fiscais que uma hora eram colocadas num lugar, outra hora não se achavam mais em lugar nenhum, e nunca ninguém sabia. As coisas ali dentro tinham vida própria pois se escondiam e ninguém mais as achavam, e junto com toda essa desorganização, ainda o sobe e desce da escada para pegar os malditos pacotes de fraldas que ficavam “no andar superior” dos armários e fora as tais “ações” que tínhamos que fazer aos sábados para aumentar as vendas (que nem vou falar disso pois seria mais um post e esse já ficou longo demais).

Eu não conseguia fazer mais nada, só ia do trabalho para casa e da casa para o trabalho, pois meu cansaço era tanto que eu só conseguia chegar, desmaiar em cima da cama e navegar na internet em alguma coisa que me tirasse o foco daquele inferno. Trabalhava com uma única calça jeans que eu ia a semana toda, um tênis preto horroroso no pé, meu cabelo sempre molhado preso com um coque ou então sujo sem lavar a semana toda, enfim, sem nenhum estímulo para cuidar da minha aparência.

Todos os dias eu levantava e pensava, hoje peço a demissão, mas chegando lá eu me continha pensando no dinheiro e em toda a mudança que tinha feito na minha vida para estar ali e ainda as vozes interiores de desvalor que me diziam: Você é ingrata, quantas pessoas queriam estar no seu lugar?  Acho que se alguém pudesse saber antes de entrar, nenhuma escolheria estar ali, pois todos que saem dessa empresa, saem processando e isso não é um caso endêmico, é epidêmico mesmo, ou seja é a nível nacional (Fontes seguras).

Trabalhávamos em cinco funcionários na farmácia e em junho deste ano, a farmacêutica intermediaria saiu, acarretando ainda mais funções para mim, que fazia já o horário de maior fluxo de movimento, que é o vespertino-noturno, ou seja, além de tudo eu ainda pegava o vuco-vuco, e depois a atendente da parte da manhã saiu de férias, o que me fez mudar meu horário para cobrir o almoço da RT (farmacêutica responsável), mas continuei firme, porque apesar de tudo que estava errado lá, eu não consigo fazer nada que possa prejudicar os outros, só que nessa eu me prejudicava…

Então a gota d’água foi quando, passado dois meses sem a contratação de outra farmacêutica (porque além de ser tudo moroso, tudo é feito através de aberturas de “chamados” que para mim eram “chamados para o além” já nunca eram ouvidos, pois saí de lá e ainda não tinham contratado outra farmacêutica), o filho da atendente que fazia o mesmo horário que eu, ficou doente e a mesma teve que se ausentar do trabalho por dez dias… Trabalhei neste período eu e a RT, sendo que eu fazia sozinha até as 22h, tendo que no final da noite fechar os caixas, retirar o lixo e levar o dinheiro no setor do cofre que ficava a uns duzentos metros dali. Ia correndo e voltava para sair pela mesma porta que entrava, pois não podia sair com a bolsa particular pela passagem do cofre… vai vendo…

Nosso corpo é uma máquina maravilhosa, mas é apenas uma máquina emprestada a qual precisamos cuidar da sua manutenção que envolve a parte física, mental e espiritual (não ligue isso a religiosidade), e nesses nove meses que fiquei ali, eu me descuidei de TODAS essas áreas. Não me alimentava direito, não estava feliz, não tinha disposição para minhas práticas espirituais (oração, meditação, mantras, respiração etc), enfim, eu levava meu corpo ao seu limite pensando apenas no dinheiro que recebia daquele trabalho.

Quando as duas atendentes voltaram ao serviço e retornamos ao super sistema de trabalho (a “organização” onde todo mundo faz tudo e tudo ao mesmo tempo) eu despenquei. Cheguei ao meu limite quando vi caixas e caixas de medicamentos para conferir data por data de validade, planilhar e guardar nas prateleiras ( e não posso falar mais sobre isso sem comprometer a RT sobre as irregularidades que existiam ali dentro, as quais éramos obrigadas a participar e se eu tiver que denunciar que seja no local certo; mas em mim fica a triste constatação de como as pessoas “vendem até suas almas ao diabo” em troca de uma quirela a mais e a aprovação de uma supervisão), fora que eu não tinha voz ali dentro, eu e nada era a mesma coisa.

Era uma terça-feira, estava no meu carro pedindo a Deus que me desse forças para suportar aquilo até o final do ano, quando acabaria a minha pós graduação, mas quando entrei lá, tudo que consegui fazer foi chorar e pedir demissão…